quarta-feira, 11 de maio de 2011

Poema em Homenagem a Cia. Teatral Transformação

* Oscarina Caldas


A Cia. Teatral Transformação agradece a Iracema pelo carinho e admiração que tens pelo grupo e lógico por esse lindo texto que fala e retrata nossa rotina.

Sem rimas... O Transformação.


A emoção, o desejo, criatividade e compromisso vêm...
Olha quem chegou o transformação...
É no palco, nas ruas e na história...
Não importa onde seja, chega à transformação.

A cultura através dos versos, canções e interpretações
Nos transmitem alegria e a sede de aprender
O carinho e a atenção nos contagiam
A inclusão e dedicação têm tanta magia

São jovens, crianças e adolescentes
Não tem idade e nem raça para definir
É o espaço da inserção, é o espaço da emoção
Esse é o transformação

É comedia, romance e dramaturgia
São verdadeiros artistas
Os personagens nascem naturalmente
E com responsabilidade fazem a diferença

O planejamento é o grupo
A existência do coletivo
Sem o individualismo e hipocrisia
Como no palco tem o espaço de ouvir e falar

A cultura nasce em berços culturais
Mas, o difícil é cultivá-la
Campo grande além de ser denominada
A terra dos músicos
Temos também dramaturgos

É arte, é construção e evolução
É muita gente envolvida
É tempo de buscar o melhor para crescer
É na prática das ações
Que queremos ver proporção

A coordenação de cultura
Tem uma grande missão
Vem com a provocação e insistência
Ao lado do poder publico e de suas abrangências
Pedro Miau e os envolvidos fazem a diferença

São a altas horas que trabalham
Na calçada da igreja da cidade
Santana os abençoam
Para que toem as indiferenças

Não importa onde seja
São as calçadas e as ruas
E o publico os acompanham em qualquer lugar
Os aplausos e os risos é a certeza
Que mais um espetáculo foi projetado
E aceito com clareza.

Poema de Autoria de Iracema Maniele

Somos... O povo!

* Oscarina Caldas


Somos... O povo!

Ouvi a batida de um tambor

E vi uma cara pintada na esquina.

O palhaço brincando com a criança

Aquela moça que sorri e dança para o povo.

Nós somos verdadeiramente o povo

Levamos arte aos lugares mais distantes.

Promovemos a cidadania em todos os becos e periferias.

Andamos com as nossas bolsas cheias

De esperança, amor, amizade respeito,

Solidariedade, arte e atitude.

Ocupamos as praças, as avenidas e as escolas

Carregamos conosco

Um sorriso no rosto de quem faz sorrir o outro

E a emoção de quem emociona o outro.

Respiramos o mesmo ar

Sonhamos os mesmos sonhos

Lutamos as mesmas lutas

E ocupamos todos os lugares.

Porque somos grandes em mente, corpo e em voz

Somos gigantes nas ruas e nas praças.

Transformamos lixo em arte

E arte em vida.

De um muro esquecido fazemos uma obra de arte.

O som do berimbau é a nossa expressão de luta.

Deixamos os nossos poemas no pensamento de todos.

Fotografamos o inexplicável

E filmamos o que muitos acham bobagem

Nos expomos ao ridículo, e viajamos ao infinito.

Tentamos pegar o sol com mão

Para não vivermos na escuridão

E fazemos da rua a nossa morada.

Mudamos a vida das pessoas nos lugares que passamos.

Já até passamos fome e por fim temos um nome.

Movimento Popular Escambo Livre de Rua.



Texto de Sergio Rubens (poeta do Movimento Popular Escambo Livre de Rua) - do Arte & Riso de Umarizal

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TARDE DE SOL DO ARRAIÁ OS FILHOS DE SANTANA

* Magney Castro

O Arraiá os Filhos de Santana estaram promovendo neste dia 29 de Maio, uma grande Tarde de Sol no clube Palhoção. Onde será realizado um bingo de 01(um) Carneiro, e haverá muito forró a tarde toda. Lembrando que as pessoas que comprarem cartelas ao preço de R$ 2,00, terão direito a entrada.

domingo, 8 de maio de 2011

ARRAIÁ OS FILHOS DE SANTANA

* Magney Castro


As festividades juninas se aproximam e como já é tradição os integrantes do Arraiá os Filhos de Santana, estão na rotina diária de ensaios, para que no mês de junho possam abrilhantar novamente com suas apresentações as festas juninas de nossa cidade e região.

Desde o ano de 2008 a quadrilha estilizada Arraiá os Filhos de Santana, se apresentam na cidade de Campo Grande e cidades vizinhas como Triunfo Potiguar, Paraú, Janduis, Jucurutu, na comunidade Pereiro(município de Upanema) e também no ano passado houve apresentação na cidade de Belém do Brejo do Cruz-PB no tradicional São Pedro.

Este ano mais uma vez o Arraiá pode contar com o coreografo Carlos Júnior, da cidade de Itajá-RN, que está voltado esse ano, pois participou nos anos de 2008 e 2009 e no ano passado por motivos profissionais não pode está fazendo parte do grupo.

Todos os anos o Arraiá os Filhos de Santana além das apresentações no mês de junho também se exibem no dia 26 de Julho durante a Festa da Padroeira Santana, levando aos filhos ausentes e aos visitantes que vem prestigiar a festa de nossa padroeira santana, a oportunidade de conhecer um pouco de nossa arte.

sábado, 7 de maio de 2011

PARABÉNS!!!!

Felicidades para Estanislau Kelve(foto), aniversariante do dia 07/05. Ele é integrante da Cia. Teatral Transformação.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Poesia sobre Teatro

Teatro

*Bruno Dias


Das poucas vezes que fui ao teatro,
Talvez umas três vezes ou quatro,
Gostei umas, noutras achei chato,
Mas mais chato é ver vazio o teatro,
Moldura na cómoda… sem retrato.


Um alma à espera de ser povoada,
Mascaras criadas, roupa ajustada,
Pinturas realizadas, peça ensaiada,
No final mascara usada é guardada,
Pelo próximo espectáculo aguarda.


Premeditado o espaço de improviso,
Apesar de sentirem ignoram o aviso,
Fosse a natureza um mundo indeciso,
Seriamos algo no papel, impreciso,
Sem desejo de viver neste paraíso.


Poesia do site http://sitedepoesias.com/poemas-de-teatro

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reflexões sobre a Arte de Atuar

*COELHO DE MORAES

A experiência com artistas / atrizes / atores indica que pouco adianta adaptar-se de modo submisso ao mundo socialmente construído por terceiros adultos (quando aportamos no mundo ele já está pronto e quando tomamos ciência de que o estamos formando, - se é que chegamos a tomar esta ciência, - já é tarde. Ou desfrutamos ou nos frustramos com o mundo. O desfrute de viver é pessoal e a observação de quem nem todos desfrutam tem que ser óbvia. Dessa forma algumas pessoas forçam a aparição de nova realidade via esquizofrenia ou fazendo arte.

O brincar criativo (ludus) é um modo de se enfrentar a realidade, de valorizar a alegria de estar vivo mesmo frente a mundo estranho. Frente ao cansaço da sujeição, o brincar com a realidade se apresenta como a possibilidade de criar, de colocar o tom pessoal na experiência, de rearranjar campos. O brincar com a realidade é construir novas realidades, ou, no mínimo, executar novas leituras sobre a realidade media. Não apenas desmontar a pretensão narcísica, mas impregnar a realidade com o desejo. A submissão poderá nos transformar em normopáticos – as pessoas do quotidiano que acietam as coisas como que naturais - normopáticos marcados por defesas frente às próprias possibilidades, não ousam em pensamentos , nem em palavras e muito menos obras. Fogem pela vida do medo que visa a minimização dos riscos que se corre na realidade. Realidade ornada de acasos, e, eivada de riscos improváveis. A realidade não será só tema de sujeição, mas, de criação.

A atriz e o ator são os que se mostram munidos de segurança; tão firme segurança que impossibilita o acolhimento radical da loucura. Domina-se a nova realidade sem ser invadido por ela. Não sendo assim não se é atriz ou ator, mas se é louco. Deve-se se abster do autoritarismo e da doutrinação e permitir a fruição, mesmo que aparentemente, desorganizada da obra que se quer representar ou viver no momento, ou seja, a peça. O ator e equipe se entregam ao que está acontecendo naquele momento e naquele momento o que está acontecendo é vida e realidade, com ou sem platéia. A obra que se interpreta – ou que se vive no momento - é experiência para o ator e para a direção/equipe. Se não for possível experimentar este estado de relaxamento, esta condição de aprendizado ativamente passiva, ativamente expectante, de fato não há aprendizado algum, nem interpretação de nada, nem de vivência de coisa nenhuma.

A atriz/ator, freqüentemente em silêncio, o artista não deve oferecer nem força, nem interpretação alguma, nem forçar poses ou gestos, mas viver o momento daquilo que se quer suposto representar. Não fazer de caso pensado é ser natural e se quer assim no palco.

A Interpretação será aquilo que a platéia captar, de acordo com seus valores e conteúdos próprios, trazendo para si o valor que souber captar. Sempre dependeremos da inteligência da platéia. Não há como prever reações, a não ser que a platéia seja previsível, portanto, tola. A recompensa por esta retenção de interpretação é o fato de que o ator faz possível interpretação que se pensara da obra, reciclada, então, pela platéia. Neste caso, a direção/equipe deve trabalhar pela não-ação e pela espera, evitar qualquer atropelamento do ritmo da atriz/ator. O processo não é apenas ativo, não acontece apenas agindo. A ação, aliás, é marca da vida contemporânea - marca não rara ensandecida – e lembrar que ação é drama. Onde houver movimento há drama. Onde houver vida há drama; vida não no sentido ZOE, mas no sentido de pulsação.

O aprendizado vem também com o silenciar, - que não significa parar, - para ouvir/ouvir-se, deixando passar, deixando estar (let it be), deixando fluir, permitindo que atriz/ator se desarranjem, se desorganizem, para dos pedaços reerguerem a nave, o casebre, o palácio. A personagem verdadeira – não uma específica ou certa personagem, mas, a que surgirá dos véus, quase que por si - se constrói aí onde não é tão necessária a defesa. É apenas em estado não integrado que o criativo pode aparecer, emergir. Onde houver densidade o movimento é pífio. Onde houver fluidez pode haver vida.

Ensaios são espaços de desfrute, espaço lúdico, prazeroso; quem faz teatro deve ir aos ensaio para sentir gozos. Espaço que será partilhado por diretor/equipe/atriz/ator. espaço que invade o mundo interno de todos sem que se tenha consciência plena do que está ocorrendo. Portanto a falta de pudor é condição essencial. Quem tem vergonha ou preconceito deve cair fora desse recinto. Não há necessidade de dizer: “isso é assim”, pois pode não ser. Este espaço é terapêutico, no sentido em que multiplica as possibilidades de vida (drama) de todos, porque o diretor/equipe não são objeto externo a atriz/ator - o que traria pouco impacto sobre estes -, tampouco são objetos de seu espaço interno - o que seria apenas a experiência com o mesmo. Um olhar em volta do umbigo.

Brincar e criar e atuar e criar a nova realidade, - mesmo que momentânea realidade que dure hora e meia, - , são, sobretudo, um modo de o diretor/equipe se posicionar diante da atriz/ator, esperando que estes mesmos possas brincar e criar com e através de seus conteúdos particulares, aprender com estes conteúdos, e, a partir deste conteúdo. Neste caso, não haverá recusa da condição prática humana, do empirismo humano, recusa marcada pelo comportamento defensivo. Diretor/equipe aceitam o conteúdo da atriz/ator, já que escolheram a estes para o trabalho, aceitam o caos, e esperam, pacientes, o brincar criativo. Não se busca coerência onde não existe coerência, nada se organiza precipitadamente, nada se organiza do nada. Parte-se de bases ou de proposição de bases. A vivência desprotegida da obra que se quer interpretar ou vivenciar, partindo da obra sem preconceitos ou julgamentos, obra pensada próxima ao brincar, promove o encontro com o outro e promove o encontro de si mesmo consigo, do ser atriz/ator em verdade, forjando a nova e fluida e momentânea realidade.

Realidade que amanhã será mudada mesmo que a peça seja a mesma.


Texto do site http://oficinadeteatro.com/ - Em 05/05/2011

CIA. TEATRAL TRANSFORMAÇÃO Registra Momentos do XXX Escambo Popular Livre de Rua -Janduis-RN










quarta-feira, 4 de maio de 2011

CIA. TEATRAL TRANSFORMAÇÃO Participou do XXX Escambo Popular Livre de Rua

CIA. TEATRAL TRANSFORMAÇÃO Participou do

XXX Escambo Popular Livre de Rua

Troféu Berimbau Mestre Dadá

20 Anos de Insistência e Resistência Cultural

* Oscarina Caldas


O XXX Escambo Popular Livre de Rua que foi realizado na cidade de Janduís-RN nos dias 28/04-01/05/11 estava sendo aguardado por muitos e sem duvida foi marcante. Os grupos articuladores de Janduís como Ciranduís, Brincantes do Sertão, Filhos do Sol, Balai de Artes e Ginga Faceira receberam cerca de 190 artistas em seus diversos grupos que este totalizou 39. O evento começou na quinta-feira 28 com cortejo e apresentações dos grupos locais e assim deu continuidade nos dias seguintes.


FOTO: Artistas da Cia. Teatral Transformação

(Renan, Gabriel, Andreilton)

A Cia. Teatral Transformação levando 8 componentes se juntou aos demais grupos no sábado as 08:30 da manhã e ficamos por lá até o encerramento que se deu no domingo por volta das 14:00. O grupo não apresentou espetáculo, mas participou ativamente das plenárias, vivências e cortejos. Nesse escambo teve algumas caras novas como a palhaça keke e seu companheiro que são do Estado do Maranhão e também o grupo da cidade de Messias Targino-RN, e claro os grupos de Natal, Umarizal, Lucrecia, CE, PE e da escambista Wberlane Pereira de Upanema-RN . Nesse escambo por ser comemorativo, não teve oficinas, e dessa vez , nas plenárias sempre se abria um espaço para que os escambistas relatassem como o escambo entrou na vida de cada um, e nesse momento a emoção falou mais alto. Não era raro você olhar para o companheiro ao seu lado e ver as lagrimas descendo rosto abaixo, devido aos relatos de veteranos. Para a nova geração do transformação que esteve presente, foi emocionante ver pessoas como Da Paz Coringa, Junior Santos, Ray Lima, Celinha Lima irmã do mestre Dadá, Ubirajara Alves, Lindemberg Bezerra todos veteranos assim como Pedro Mial, se desmanchar em lágrimas para dizer o que é o escambo na vida deles. Acredito que todos que se fizeram presentes nesse Escambo só puderam tirar proveito e ter em mente que quem faz esse movimento somos todos nós e claro que os grupos trabalhando separados não vão a lugar algum, a união aqui é que faz a força para que o Movimento Escambo Popular Livre de Rua tenha mais 30,40,50 anos pela frente, é assim que existe articulação. Desde já ficamos por aqui escambando em nossas origens.

sábado, 30 de abril de 2011

EM BREVE!!!

EM BREVE ESTAREMOS ATUALIZANDO O NOSSO BLOG. TRAZENDO INFORMAÇÕES ATUALIZADAS SOBRE A CIA. TEATRAL TRANSFORMAÇÃO.

ATÉ BREVE!!!!!